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Hotéis: Fôlego vira agenda 2009. A realização, em maior escala, de eventos nacionais e internacionais em Belo Horizonte, trará alento à indústria hoteleira de Minas Gerais. Leia mais... (13/3/2009)

A realização, em maior escala, de eventos nacionais e internacionais em Belo Horizonte (feiras, congressos, seminários e shows), trará alento à indústria hoteleira de Minas Gerais. Para a presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), Silvania Capanema, esse cenário poderá reduzir a queda de 20% prevista para o faturamento do setor em 2009 em relação ao ano anterior.

"Somente no primeiro semestre serão realizados três seminários internacionais da área da saúde na Capital. Serão cerca de 2,2 mil participantes, sendo que 440 (20%) são estrangeiros", disse.

Segundo ela, a queda no faturamento prevista para 2009 frente a 2008 é reflexo do desaquecimento da economia, que reduziu o número de viagens corporativas, principalmente dos setores de mineração e siderurgia, fortemente afetados pela crise. Silvania Capanema afirmou que cerca de 30% da ocupação hoteleira era preenchida por funcionários destes segmentos.

No entanto, ela ressaltou que o crescimento da indústria hoteleira mineira em 2008 frente a 2007 foi de 22,5%. "Isso significa que o cenário vislumbrado para 2009 é semelhante ao apresentado há dois anos, quando o setor já estava em alta", constatou.

Aliás, entre 2001 e 2005, a hotelaria no Estado enfrentou dificuldades em decorrência da construção desenfreada de apart-hotéis, além do aumento da instalação de redes internacionais no país. Com a oferta maior do que a demanda, a ocupação, o valor da diária e a rentabilidade do negócio despencaram.

A partir de 2006, o setor começou a apresentar melhora. No mesmo ano, a taxa de ocupação foi de 59,34%. Em 2007, a taxa foi de 64,06% e, ao final de 2008, chegou a 68,41%, registrando alta de 6,79% na comparação com o ano anterior.

Silvania Capanema, que também é diretora da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), afirmou que, assim como na hotelaria, os estabelecimentos voltados à alimentação também serão beneficiados. "Em Belo Horizonte, são 12 mil estabelecimentos. A vinda de grandes atrações para a cidade certamente ampliará o número de clientes", previu.

Estrangeiros - De acordo com a superintendente de Estrutura de Turismo da Setur, Simone Araújo, parte dos turistas que aproveitam a estada em Belo Horizonte para conhecer outros destinos do Estado é estrangeira. A vantagem sobre os visitantes brasileiros é o valor desembolsado na viagem: média de US$ 312,27, o equivalente a R$ 733,83 (cotação de 12/3 - R$ 2,35), 63,07% a mais do que o turista nacional, que desembolsa, em média, R$ 450.

"A escalada da moeda norte-americana estimulou a vinda de turistas internacionais ao Brasil e compensou as baixas provocadas pela queda de confiança do consumidor", afirmou.

Um levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) endossa o comentário da superintendente. Em 2007, 15,01 mil pessoas desembarcaram no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na RMBH. Em 2008, o número saltou para 88,559 mil, expansão de quase 590%. Até 2011, a expectativa é de que 9 milhões de passageiros transitem pelo AITN.

Entre os motivos para o aumento, Simone Araújo citou o programa Decola Minas, do governo do Estado, responsável por inserir, em 2008, cinco novos voos internacionais na rota belo-horizontina: BH/Lisboa direto, pela Transportadora Aérea Portuguesa (TAP); BH/Panamá direto, pela Copa Airlines; BH/Miami direto, pela American Airlines; e BH/Paris e BH/Miami, ambos com escala, realizados pela TAM Linhas Aéreas. (TM)

Reportagem publicada no Diário do Comércio de MG no dia 13-03-2009











 


 
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